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4 dicas para driblar o vilão da Dor no envelhecimento e ter qualidade de vida - O Globo

08/08/2017 20:02

http://www.agenciaoglobo.com.br/dinonews/Default.aspx?idnot=9894&tit=%C3%89+poss%C3%ADvel+viver+sem+dor+na+Terceira+Idade


Ciência & Saúde / Podemos dizer que sentir dor é considerado um sintoma natural do envelhecimento que acontece com frequência nos idosos. Pesquisa realizada na Suécia mostra que pacientes com mais de 60 anos se queixam duas vezes mais de dor que aqueles com menos idade. Mas, na maioria das vezes, um pouco de dor eventualmente enquadra-se dentro dos padrões normais de aceitação. O problema ocorre quando não há nenhum esforço, por parte da terceira idade para tratá-la. Estudos mostram que em idosos institucionalizados, a dor pode ter a prevalência de até 83%. Esse alto índice se deve a uma cultura errônea, muitos idosos não buscam um especialista porque consideram a dor um sintoma comum nessa faixa etária e acreditam que devem se acostumar com ela. Quando, na verdade, é preciso entender mais a fundo os mecanismos de sintomas nessa nova fase da vida.

Um ponto a ser destacado é a dificuldade de diagnóstico da dor, já que a mesma é subjetiva e como o cognitivo dos idosos fica alterado por causa da idade, dificulta "quantificá-la", apesar de já existirem questionários objetivos que ajudam nessa questão.

Por definição didática, a dor aguda é aquela que dura menos de três meses e é considerada benigna, capaz de nos proteger de estímulos dolorosos por reflexos de proteção. Enquanto que a dor crônica dura um tempo maior e é considerada uma dor patológica, já que gera alterações comportamentais, depressão, crises de ansiedade, imobilismos (muito prejudicial ao idoso), entre outras complicações. Vale ressaltar que uma dor aguda pode ficar crônica por falta de tratamento, já que a cronificação é a perpetuação da mesma por mecanismos de memória de dor. O sistema nervoso permite que ela seja gravada no cérebro, a "memória da dor". "O tratamento inadequado da dor aguda facilita esse processo e culmina na dor crônica, por esse motivo é tão importante a adequação do tratamento da dor aguda", explica a Dra. Mariana Palladini, especialista em terapia da dor, consultora da Senior Concierge e médica responsável do Centro Paulista de Dor.

As dores mais propensas a se tornarem crônicas nos idosos são: as lombociatalgias (região lombar), cervicobraquialgias (pescoço), osteoartroses (joelho, quadril e ombros), infecções urinárias de repetição, neuralgias pós-herpéticas e neuropatias diabéticas.

Mas, a dor crônica pode e deve ser tratada. De acordo com a patologia e o quadro clínico, o médico deve decidir o melhor tratamento da dor para o paciente. Por ventura, esse tratamento de controle pode ser longo, o que torna muito importante a relação médico e paciente, além do apoio familiar na busca de uma melhora do quadro. "Os idosos não necessariamente terão algum quadro de dor crônica. Alguns podem sofrer de dores eventuais e essas podem ser tratadas com analgésicos simples, no momento de necessidade: por exemplo, alguns pacientes que fazem alguma atividade maior como uma fisioterapia, uma viagem mais prolongada, permanecem mais tempo em pé, preventivamente, estes pacientes podem lançar mão de medicamento para o alívio da dor. No entanto, é preciso buscar um especialista, pois somente ele será capaz de identificar se o quadro é agudo ou crônico e definir o melhor tratamento", esclarece a consultora.

Com o avançar da idade pode disparar um sinal de alarme, atrelado ao estado emocional, indicando que é preciso enxergar a dor crônica com mais seriedade, uma vez que ela e a depressão caminham, muitas vezes, de mãos dadas. Uma pode estimular a outra e vice-versa. Quando a dor estimula o sistema nervoso, ela também instiga as áreas relacionadas à depressão, ao comportamento social, entre outras. Isso faz com que um piore o outro, por isso, é preciso ficar atento.

A dor é um fenômeno tão subjetivo e complexo que sempre deve ser avaliado com muito critério, por isso, para ajudar a especialista da Senior Concierge, Dra. Mariana Palladini traz quatro importantes dicas, que podem ser facilmente seguidas, ajudando a viver bem e sem dor:

1.    Mexa-se. O imobilismo é uma das maiores causas de patologias nos idosos e se a dor não permitir que você se movimente de forma adequada, procure um especialista em dor. Além disso, só o exercício físico libera as endorfinas.

2.    Cuidado com a automedicação. É comum o paciente chegar ao consultório tomando medicações que não só não vão resolver a dor, como também podem ser prejudiciais à saúde em longo prazo.

3.    Procure um profissional o quanto antes. Assim que começarem as dores, procure um profissional que saiba tratá-la. A dor aguda bem tratada não cronifica e tem uma evolução benigna.

4.    Não tenha vergonha da sua dor e nem de senti-la. Muitos deixam de se cuidar porque acham que a dor é uma consequência do envelhecimento e deixam de tratá-la e isso é um grande erro.

A consultora da Senior Concierge finaliza: "os reflexos ao longo da vida acabam aparecendo quando chegamos à Terceira Idade, no entanto, não podemos nos entregar. As dores são inevitáveis, mas com um bom tratamento, podemos viver sem elas e aproveitar o que há de melhor na vida".

Sobre Dra. Mariana Palladini
É anestesiologista e especialista em terapia da dor. Além de consultora da Senior Concierge, ela é médica responsável do Centro Paulista de Dor.

Sobre a Senior Concierge
A Senior Concierge oferece serviços diferenciados e customizados que proporcionam conforto e independência à terceira idade.
Ela é pioneira no Brasil no exclusivo modelo de prestação de serviços já conhecido e praticado nos Estados Unidos e na Europa, chamado "Aging in Place", que oferece um pool de serviços que permitem que o idoso continue sua rotina diária normalmente, sem que precise mudar de sua casa ou perder a liberdade.
Com algumas simples adaptações para esta nova fase de vida e o suporte pontual de alguns serviços personalizados, que vão desde a manutenção da limpeza doméstica até a implantação de um sistema de assistência remota, asseguram aos que chegam à melhor idade manter a independência, sem colocar em risco sua segurança ou saúde. Trata-se de um conceito é inovador pois permite que o idoso continue no comando de sua vida, o que promove a autoestima, sem perder de vista suas novas necessidades, impostas pelo desafio do envelhecimento e que precisam ser atendidas.
 

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