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Existe vida profissional depois da aposentadoria - Rev Investimentos e Notícias

08/08/2017 20:01

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Quatro atitudes que o idoso pode e deve tomar para se recolocar no mercado de trabalho

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 9%, segundo pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), realizada pelo IBGE em novembro do ano passado, mais de nove milhões de pessoas encontram-se desempregadas no país. Mas para a parcela da população acima dos 50 anos os dados são otimistas, o mercado de trabalho está aquecido, houve um aumento de 3,2% na oferta de emprego.

Mesmo diante desse quadro animador a realidade brasileira demonstra que as vagas disponíveis para a terceira idade ainda não são suficientes para atender a demanda. No final de 2015, dos 6,6 milhões de idosos economicamente ativos, 170 mil estavam em busca de uma vaga. Este índice de desemprego é significativo para a economia já que quase um quarto dos lares brasileiros é provido por uma pessoa com mais de 60 anos. E a tendência é que este panorama cresça ainda mais em virtude da crise econômica, porque os idosos se deparam com a necessidade de proporcionar assistência financeira aos parentes que perderam o emprego.

O economista e professor de Administração, André Luiz Sada, de 69 anos, retrata bem o perfil do aposentado brasileiro. Ele começou a trabalhar aos 15 anos, aposentou-se cedo, mas manteve-se no mercado para complementar a renda e criar os três filhos e, também porque sempre acreditou que o trabalho enobrece, cria longevidade e ajuda a enfrentar a vida.

O economista construiu uma sólida carreira como executivo em empresas públicas e privadas por 45 anos e, posteriormente, lecionou por mais de 10 anos em uma das mais conceituadas faculdades de Curitiba e São José dos Pinhais. Mas mesmo sendo um profissional tão preparado, sentiu dificuldade para se recolocar no mercado após perder o emprego no ano passado: “Após 45 anos tive de me esforçar mais na procura de oportunidade, sem perder o vigor, a saúde, a serenidade e, através da minha inteligência, busquei respostas e soluções para todas as etapas de minha vida”, conta.

Após seis meses em busca de recolocação, ele acaba de iniciar uma nova carreira na prefeitura de São José dos Pinhais e, ao olhar pelas dificuldades que enfrentou, afirma: “É importante tirar o "s" da “crise” e transformar em “crie””.

Rosa Maria Maia, Psicóloga e Coach especializada em reinserção de pessoas da terceira idade no mercado de trabalho da Senior Concierge, explica que a tão almejada aposentadoria já não é mais sinônimo de felicidade. Ela conta que é muito comum ouvir pessoas nesta faixa etária se queixando de que estavam no auge da vida profissional quando foram afastadas de suas funções, o que as impacta profundamente. “As dificuldades enfrentadas por elas estão relacionadas diretamente à autoestima e autoconfiança. Muitas vezes, acreditam que por estarem aposentadas, ficaram “velhas” demais para as atividades profissionais, embora internamente sintam-se profissionalmente experientes e em condições de contribuir com o mercado de trabalho. Esta sensação de deslocamento acaba gerando angústia e depressão”, avalia Rosa.

O processo de Coaching especializado para a terceira idade é bastante significativo nessa fase de posicionamento em relação ao mercado de trabalho, pois fortalece o sentimento de pertencimento, eleva a autoestima, trabalha a ansiedade e até mesmo possíveis medos. A proposta é oferecer um suporte para a busca de objetivos, descoberta de novos projetos de vida a partir das experiências adquiridas durante a trajetória profissional, pessoal ou familiar e propiciar que este ciclo da carreira do idoso seja vivenciado como uma oportunidade para desenvolver novas habilidades, investir no lado empreendedor, ou até mesmo, colocar em prática um sonho que ficou adormecido e pode ser retomado.

O Desembargador Laercio Laurelli, de 80 anos, é um bom exemplo da importância de utilizar a experiência adquirida e de retomar planos e anseios estabelecidos anteriormente. Quando se aposentou no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, foi buscar inspiração na época em que era jovem e trabalhava como ator, para idealizar um programa de TV voltado para o meio jurídico, no qual ele seria o apresentador.

O resultado não poderia ser melhor, pois através das entrevistas que conduz, Dr. Laurelli continua prestando serviço para a sociedade, além de conciliar suas duas paixões: a arte e a justiça. A prova de que a iniciativa deu mais do que certo e fez sucesso é que o programa está no ar há oito anos. “Voltei no tempo do teatro quando atuava com Paulo Autran e Tônia Carrero. A aposentadoria não pode significar a exaustão física, já que o cérebro exerce o domínio espiritual no comando do plano sensorial superior”, esclarece o Desembargador.

Rosa Maia ressalta que a autoconfiança e a coragem de encarar novos desafios são fundamentais para ser bem-sucedido profissionalmente, seja com o objetivo de recolocar-se no mercado na mesma área de atuação ou iniciar um projeto profissional completamente novo.

Através do processo de busca de objetivos e descoberta das verdadeiras aptidões é possível identificar e despertar no idoso novas formas de compreender a si mesmo e suas possibilidades de atuação profissional. Para ajudar nesse momento tão complexo de traçar novos planos de vida, a Coach da Senior Concierge Rosa Maria destaca quatro atitudes que o idoso pode e deve ter para facilitar sua reinserção no mercado de trabalho:

1- Conheça suas Potencialidades: Reconhecer-se como parte do mundo do trabalho é fundamental, a despeito da idade ou aposentadoria. É importante desenvolver o sentimento de pertencimento, trabalhar a questão do marketing pessoal, autoestima, segurança e crença em si mesmo.

2- Valorize sua Trajetória: É muito importante perceber que a experiência acumulada ao longo da vida pode contribuir com a sociedade e refletir de que forma fazer isso. Não despreze a sua bagagem profissional, a empresas valorizam pessoas que possam transmitir ensinamentos para os mais jovens.

3- Use o tempo livre a seu favor: Entenda que seu tempo é mais flexível e use esta disponibilidade para desenvolver ou aprimorar habilidades. A busca por capacitação é algo intrínseco no processo de recolocação, aposte no seu desenvolvimento e esteja aberto a novos conhecimentos. Inscreva-se em cursos de graduação, pós-graduação, informática, idiomas, artesanato, culinária, entre tantos outros. O importante é aprender e manter-se atualizado!

4- Comunique-se: Seu espaço é muito importante, seja em sua residência, ou empresa, porém, novos contatos são necessários É uma oportunidade de fazer negócios ou criar um grupo de amigos. A troca com o outro proporciona o alargamento do nosso conhecimento e cria novas oportunidades, sempre alguém tem algo a acrescentar e nós temos algo para aprender.

A especialista finaliza: “Quando o idoso percebe que pode contribuir com o mercado de trabalho, mesmo depois da aposentadoria, ele encontra nova motivação e propósito o que permite olhar para si mesmo de forma mais positiva, atitude que o transforma em um novo profissional, uma pessoa mais segura e feliz”.

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Blogueira de 72 anos mostra que sempre é tempo de se reinventar

O uso da internet para Marisa TDS Baptista, de 72 anos, não era novidade, mas em 2015 a aposentada descobriu que a web poderia ter muitos outros propósitos

Segundo dados divulgados pelo IBGE em 2015, o número de idosos que acessam a internet mais do que dobrou em cinco anos, saltou de5,7% em 2008 para 12,6% em 2013. Eles utilizam a rede para entretenimento, se conectar com outras pessoas e buscar informações, inclusive, sobre como viver de forma mais plena esta fase da vida.

O uso da internet para Marisa TDS Baptista, de 72 anos, não era novidade, mas em 2015 a aposentada descobriu que a web poderia ter muitos outros propósitos. Mestre e doutora em Psicologia, Marisa construiu uma carreira muito bem-sucedida na área da educação, na qual atuou por 53 anos. Mesmo depois de aposentada formalmente, seu amor pelo trabalho fez com que continuasse exercendo suas funções normalmente até que, em 2014, devido a problemas de saúde, precisou abrir mão da carreira.

Mas a nova etapa trouxe outras oportunidades e, após seu restabelecimento, Marisa aceitou um convite desafiador e tornou-se colunista especializada no universo da terceira idade, da empresa Sênior Concierge. Como toda mudança de rumo, o novo trabalho foi encarado com receio no primeiro momento, mas Marisa não só aceitou o desafio, mas também aprendeu a inovar. Como tinha se desfeito de sua biblioteca particular por ocasião da aposentadoria, a nova colunista mergulhou no universo da tecnologia e aprendeu a usar os buscadores online como ferramentas de pesquisa de artigos acadêmicos que servem de base para criação dos textos que publica. 

O desafio se transformou em paixão e a nova função ganhou espaço em sua rotina. Hoje ela reserva de duas a três horas por dia para estudar assuntos ligados ao envelhecimento e orgulha-se de, através de seus textos, poder questionar, e expor questões relacionadas a esta etapa de vida que compreende tão bem, pois tem vivenciado diariamente: "Quando deixei de trabalhar usava a internet para aprender como cuidar das minhas plantas e procurar receitas, agora descobri outra finalidade para ela, meu olhar está voltado para a pesquisa de livros e artigos acadêmicos e estou aprendendo muito com esta experiência", comenta animada 

Dentro da linha de pesquisa para sua coluna, Marisa procura levantar temas que agreguem conhecimento para os idosos e desmistifiquem a maneira de lidar com o envelhecimento. Ela enfatiza que: "As pessoas se preocupam muito com as mudanças exteriores e não levam em consideração os fatores de saúde, talvez, porque tenham medo de enfrentar uma possível doença. Mas este véu acaba fazendo com que elas negligenciem os cuidados necessários para combater uma propensa complicação futura. Existe um limite físico no envelhecimento que eu jamais imaginava que poderia existir e, esta questão precisa ser debatida para aprendermos a lidar e superar esses limites. O desafio da Senior Concierge, uma empresa focada em proporcionar mais qualidade de vida para a terceira idade, me despertou para esta realidade, e sei que a coluna é uma oportunidade para levantar e abordar estes temas tão importantes para todos", reflete.

A colunista não escreve seus artigos voltados somente para o público da terceira idade, ela também se preocupa em falar com o restante da família: "As pessoas que cercam os idosos têm muita dificuldade de entender o que está acontecendo e o que poderá acontecer neste período. Nós lutamos a vida inteira para ser independentes e chega numa determinada idade em que temos de analisar se vamos conseguir nos manter independentes. Porque a vida inteira os pais foram os provedores de tudo, então, é um baque para o idoso admitir que eventualmente ele necessite ser amparado. Precisamos refletir sobre esta possível troca de papéis para que ocorra de uma forma positiva", avalia a educadora, certa de que o diálogo entre as gerações é o melhor caminho.

E, apesar de escrever para o blog, a colunista da Senior Concierge admite que não é adepta das redes sociais, ela prefere focar sua atuação na internet com a elaboração e propagação dos seus textos que têm o intuito de mostrar que, independente da idade, todos podem superar os seus limites dentro da própria realidade e reinventar suas histórias.
 

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