Neste mês, a campanha do Fevereiro Roxo e Laranja nos convida a refletir com atenção sobre os cuidados dedicados às pessoas que convivem com condições capazes de impactar de forma significativa a rotina, a saúde e a qualidade de vida.
Entre elas, está o Alzheimer, doença neurodegenerativa que ainda não tem cura, afeta, em sua maioria, pessoas com mais de 65 anos de idade, e é considerada a forma mais comum de demência, de acordo com o Ministério da Saúde.
Enquanto estimativas apontam que mais de 1 milhão de pessoas no Brasil convivem com a condição, também segundo o Ministério da Saúde, contínuos esforços científicos têm sido realizados e renovado as esperanças em relação aos novos rumos do tratamento do Alzheimer.
Recentemente, o Leqembi, um novo medicamento para o Alzheimer, recebeu o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ele tem sido considerado um avanço no controle da condição por não se limitar a atuar nos sintomas, atingindo também uma das suas causas de fundo.
Neste artigo, vamos conhecer melhor o medicamento e entender o que ele pode representar para as pessoas idosas com Alzheimer e os seus familiares.
Qual é o novo medicamento para o Alzheimer no Brasil?
O novo medicamento para o Alzheimer no Brasil é o Leqembi, que teve o registro aprovado pela Anvisa em dezembro de 2025. Ele é indicado para pessoas com demência leve causada pelo Alzheimer e produzido a partir do anticorpo lecanemabe.
Em entrevista ao G1, o neurocirurgião do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Helder Picarelli, apresentou o tratamento como uma nova linha de pesquisa e uma porta de oportunidade que se abre para intervir na evolução da doença.
Na Senior, nós observamos com atenção as descobertas que envolvem o Alzheimer e mantemos os nossos profissionais sempre atualizados em relação às últimas novidades, como a aprovação de Leqembi, para oferecermos orientações precisas e um cuidado sempre alinhado com a segurança do paciente.
“Recebemos com entusiasmo a notícia sobre a aprovação do Leqembi pela Anvisa e aguardamos novas notícias sobre o desempenho do medicamento, na expectativa de que ele impacte positivamente o manejo dos sintomas e a qualidade de vida das pessoas idosas que convivem com o Alzheimer”, avaliou Márcia Sena, CEO, da Senior Concierge.
O que é e como funciona o Leqembi?
Leqembi é um medicamento recém-aprovado para o tratamento do Alzheimer, que pode desacelerar os danos cerebrais causados pela doença e a progressão dos sintomas em pacientes com demência leve.
O anticorpo lecanemabe é a base por trás do funcionamento do novo tratamento: semelhante às substâncias que o corpo humano produz para atacar vírus e bactérias, ele foi desenvolvido com a missão de acionar o sistema imunológico e promover a limpeza de amiloide no cérebro.
Isso significa que o anticorpo age contra uma substância chamada beta-amiloide, que se acumula no cérebro das pessoas com Alzheimer. Esse acúmulo é considerado uma das características que definem a doença e exerce um papel relevante na progressão da condição e seus sintomas cognitivos e funcionais mais incapacitantes.
Quem pode usar o novo medicamento para o Alzheimer?
O novo medicamento para o Alzheimer chamado Leqembi é indicado para pacientes no estágio inicial da doença, com diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve e demência leve decorrentes da condição. Leqembi é administrado via infusão, uma vez a cada duas semanas.
Veja também: Creatina no tratamento do Alzheimer? O que a ciência já sabe e como acolher essa possibilidade com responsabilidade.
De onde surgiu o Leqembi?
Foi um estudo publicado no ano de 2022 na revista científica New England Journal of Medicine que demonstrou a eficácia de Leqembi. A pesquisa em larga escala foi conduzida em 1.795 participantes que tinham Alzheimer em estágio inicial e receberam infusões do anticorpo lecanemabe a cada duas semanas.
Passado o período de acompanhamento, os voluntários que foram tratados com o anticorpo apresentaram um comprometimento cognitivo menor do que os participantes que utilizaram um placebo.
Desde 2023, o medicamento é aprovado pela FDA, órgão governamental dos Estados Unidos responsável pelo controle de medicamentos, e comercializado no país. A partir de agora, ele também passará a estar disponível no Brasil, dependendo do laboratório responsável para chegar ao mercado nacional.
Leqembi cura o Alzheimer?
Não, Leqembi não cura o Alzheimer. Portanto, neste momento, é prudente manter as expectativas em relação ao medicamento realistas e moderadas. A sua atuação foca-se em atrasar a progressão da doença, mas ele não traz uma possibilidade de cura.
Além disso, o medicamento não impede por completo o avanço da condição. Apesar disso, o ganho que ele pode proporcionar é considerável, permitindo mais tempo de qualidade de vida e retardando o desenvolvimento de sintomas incapacitantes.
Saiba mais: Alzheimer: importância do diagnóstico precoce e cuidados essenciais.
Quais são os próximos passos?